segunda-feira, maio 30, 2005

E o Fabric?*

(*mesmo depois da ligação ter ido abaixo, de ter tido de fazer um limpeza ao cache do modem, continuo a dedicar este post ao meu vizinho)

Por outro lado há sitios como o Fabric. Depois da minha ida ao Fabric tentava explicar a alguém o que tinha achado, com frases do género: «é um bocado grande demais... não tem um ambiente definido... mas a música...»; quando sou interrompido nas minhas generalidades por um simples «ambiente? my friend, Fabric is all about the music». Realmente. Quem vai ao Fabric vai pela excelente música (house, drum n'bass, etc, you name it) e - provavelmente - para fumar umas ganzas descontraídas nas escadas.

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Conceptualizando o Sketch*

(*este post também pode ser dedicado ao meu vizinho)

Atenção que o Sketch não é um Club. Não, o Sketch - ou, mais correcto, a Sketch Gallery - é um espaço conceptual, cheio de coisas conceptuais; daquelas coisas bonitas que os arquitectos e os designers gostam de conceptualizar para a plebe usuária.

O Sketch, dizem, é um daqueles places to be. Diz que está recheado de gente bonita, famosa e rica. Os ricos, bonitos e famosos, têm à disposição casas-de-banho conceptuais, que vão desde casulos brancos (lembra aquele filme do Woody Allen) a toilletes adornadas ostensa e extensivamente com cristais Swarovsky.

Pelo Sketch eu abri uma excepção. Eu abri a excepção de ficar quinze minutos à porta enquanto tentavam convencer o porteiro que também tinhamos conhecimentos, argumentos, e o direito de pedinchar uma entrada no universo dos ricos e famosos. Atenção que a minha excepção não foi querer ir ao Sketch (é óbvio que não ia perder a oportunidade), mas sim ter permanecido naquele limbo em que pessoas passam à frente do nosso nariz e entram sem problemas, e atrás de nós permanecem os rejeitados - que insistem em ficar especados diante dos porteiros, torcendo incondicionalmente para que outros se juntem às suas fileiras. O limbo é a morte de qualquer noite, mas neste caso acabou por correr tudo bem.

Boa música - um House a piscar o olho ao Techno (se isso existe) -, a frequência era heterogeneamente interessante (desde "excursões" de japoneses trendy, kensie blondes, meninos ricos da LSE e do King's); o bar era previsivelmente caro, e a música parou de tocar a umas frustrantes duas da manhã.

Era bonita a comunhão que havia na sala onde se dançava. Não digo pista de dança porque se dançava na sala de jantar. A referida sala era um cubo branco com quatro videowalls que passavam pornografia soft core - um belo toque -, mas o cenário das mesas brancas e pessoas a dançar entre cadeiras lembrava um casamento. Quando falo em comunhão falo numa espécie de nuvem identitária que unia todos os presentes e que, tirando o gajo de boina que foi consecutivamente barrado por dois mulheraços que dançavam ao meu lado, espalhava felicidade pela sala.

O tipo de felicidade que se cristaliza numa bonita frase que ouvi aqui há uns meses: "ó Rubínio (nome fictício), é claro que somos uma elite, é só olhar para os ordenados dos nossos pais!".

Que saudades do Lux.

Post dedicado ao meu vizinho*

(* que teve a gentileza de me fornecer o sinal wireless, ainda que Very Low, mas mais estável do que é costume)

A França disse 'Non' à Constituição Europeia. Não sei o que dizer. Não sei o que dizer porque não percebo muito bem o que se está a passar. Porque tentei ler a Constituição, mas contaram-me como acaba e perdi o interesse. É verdade que pessoas diferentes me contaram fins diferentes, o que só serviu para aumentar a minha confusão, mas há textos melhor com que se lutar. E depois também existem as compilações dos escritos do Dave Barry, ou os DVDs do Curb Your Enthusiasm.

Mas o assunto da Constituição parece-me delicado. Um documento que consegue unir as vozes discordantes das extremas esquerdas e direitas, que põe uns a gritar "Atlantista, Blairista, Fim do modelo social francês (sim, eu sei que não acaba em 'ista', mas que querem?)", e outros "viva a soberania, fora o federalismo, fim às chamuças sem carne", deve ser uma salganhada dos diabos. Como a Europa, não?

Agora ninguém sabe bem o que vai acontecer, e eu muito menos, mas eu também não queria falar sobre a Constituição Europeia. Eu queria falar da Sketch Gallery.

terça-feira, maio 24, 2005

Now presenting...

Há pouco pouco tempo,
numa terreola distante,
um pequeno clube de futebol
decidiu aspirar
à grandeza universal.
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«Lord Trap, mestre, conseguimos, em breve toda a Galáxia sucumbirá ao nosso poder, cum caralho!»
«Si, si…»
«Il lado nero é forte en ti, jovén Vieira… giunta-te a me, como il méo aprendiz e ambos dominaremos i futuri campeonati di serie B!»
«Sim, Lord Trap, pá!»
«Pero antes terás de eliminare il mio actuale aprendiz… con esta cabeza no consigo lembrar-me de muitos nomes aos mesmo tempo…»
«Sim, mestre, pá!»

sexta-feira, maio 20, 2005

Esta semana os maus ganharam sempre



quinta-feira, maio 19, 2005

Come on and feel the Darth

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Thank you for your booking with Odeon.
This email is your confirmation.
Film Title: STAR WARS EP III: REVENGE OF THE SITH
Cinema: MARBLE ARCH
Date of Performance: Thursday 19th May 2005 22:10

Para o meu Avô

terça-feira, maio 17, 2005

Olha aí o critério - II

Em relação ao "Bono Secretário-Geral da ONU", por vezes há realmente pouca paciência, mas aí a culpa também tem de ser assumida pelos média. Veja-se, por exemplo, as recorrentes notícias sobre as anuais nomeações para o Nobel da Paz: é assim tão interessante que seja nomeado entre 150 pessoas?

De resto já aqui falei na mudança do Bono Rock The Vote para o Bono RealPolitik, das idas a Harvard, das reuniões com senadores de ambas as cores políticas, da "digressão com o Paul O'Neill", a Comissão para África (que pode "flopar" rotundamente na reunião dos G8 no Verão, ainda que o Bob Geldof insista em insultar toda a gente), etc.

Ainda assim acho que prefiro este Bono ao outro, de bandeirinha branca no palco, que perguntava «am I bugging ya'? am I bugging ya'?»...
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À esquerda: Bono testa o novo serviço de entrega de roupa da cinq-a-sec.
À direita: Bono aperta a mão de Jessie Helms, um senador ultra-conservador norte-americano, conhecido pela sua homofobia e devoção ao culto de Joan Collins.

Olha aí o critério - I

Escreve o Pedro Mexia no Fora do Mundo:

Tenho os primeiros álbuns dos U2 e trauteio temas como «I Will Follow» com algum fervor. Mas isso pertence aos anos 80. Entretanto, qualquer pessoa com critério reconhece que os irlandeses perderam interesse. Alguns críticos dizem que o grupo é potável até The Joshua Tree (1987) [inclusive], U2 versão guitarras, não particularmente sofisticados (eram mesmo um bocadito bimbos) mas com grandes canções inquietas (no campo político e religioso). Eu vou até Achtung Baby (1991), não apenas porque gosto genuinamente do álbum mas porque conheço poucos casos de bandas que tenham arriscado reinventar com sucesso o seu som (neste caso para mais agressivo, dançável e electrónico). Mas depois disso desliguei. Sobretudo desde que Bono é Secretário-Geral da ONU. Já não há paciência. (post original)

Apenas algumas notas, que é como quem diz considerações pessoais, que é como quem diz limões - toda a gente tem o seu (os U2 tinham um enorme que se transformava em bola de discoteca).

Os U2 um "bocadito bimbos" na década de 80? É só olhar para a roupa dos rapazes no concerto do Live Aid, a produção dos três primeiros discos, o white flag waving do Bono em palco, para perceber que "bocadito bimbo" é um eufemismo. Mas perdoa-se pela energia da banda em palco, pelo (desculpem o lugar comum) minimalismo da guitarra Edgiana; perdoam-se as letras toscas porque cantar com tanta intensidade sobre perdas adolescentes da mãe ou crises espirituais, não é para todos.

Para mim os U2 verdadeiramente interessantes (e recorrentes no leitor de cds) aparecem a partir de Joshua Tree, inclusivé também, mais perenes tanto na música como nas letras.

Sobre o Achtung Baby, por motivos óbvios, ando a prometer a mim mesmo escrever um post sobre aquele que é um dos meus discos. O Achtung é a Berlim reunificada de tudo o que torna os U2 uma banda tão importante e completa. Muito mais do que introduzir a electrónica, a batida, uma songwriting menos tosca, deu-nos a ironia, o sexo e - sobretudo - as mulheres.

Causa-me alguma impressão é o tal critério que parece ignorar o Zooropa e até o Pop. O Zooropa é uma ressaca do Acthung Baby, embora independente enquanto obra, e é das viagens mais estimulantes que a banda pode oferecer. O disco não é tão coerente como o Joshua ou o Achtung mas, por outro lado, consegue (em rasgos) estender as fronteiras dos novos U2 (que jogam o jogo do possível que se pode experimentar na categoria pop e desafiar os ouvintes) e ancorar fortes referências no que é a essência da banda: a relação intimista com os fãs, a exposição lírica - que se resume na faixa final, The Wanderer, interpretada pelo desaparecido Johnny Cash.

Depois há Pop, mas para falar de Pop tem de se falar das músicas ao vivo. Pop foi um parto estranho e atribulado (sim, sim, grande obras também o foram), mas é nas interpretações da digressão que se conseguiu descobrir que os U2 tinham encerrado da melhor forma outra das "trilogias" que marcam a sua obra. Mofo, Please, Gone, Discotheque, Last Night on Earth (tenho pouca paciência para o electro-acústico do Staring at the Sun), mostraram em palco porque é que valeu a pena ter esperado tanto tempo.

A partir daí, reconheço que os irlandeses perderam (algum) interesse, os novos álbuns são passos ao lado, que trazem pouco de novo. Mas é U2 e, para mim, é sempre bom (até ver).

Em Agosto, lá estarei em Alvalade, fanático por um dia em mais uma experiência quasi-religiosa: I Will Follow.

Mensagem Recebida



Não te rendeste, porque para ti não há batalhas; simplesmente caminhos. Não te perdeste, porque para ti o Norte não significa nada. Não deixaste de procurar, porque sabes que a vida tem sempre o mistério para descobrir.

Deixaste-te encontrar e floresceste por entre as pedras caídas do mito, porque nunca tiveste medo; porque nunca te assustaste. Porque a tua inconstância de sentimentos, o teu tumulto interior, nunca foi senão uma força. Nunca fez de ti senão grande.

E tu percebeste. Percebeste que o Encontro é mesmo mais importante do que a Procura. E compreendeste que a felicidade que encontraste é tão mais completa quanto todas as contradições, todos os sonhos inversos, e todas as realizações que dela fazem parte.

terça-feira, maio 10, 2005

The girl next door

Keira Knightley
>caros house mates,
>esta confirmado, a keira e nossa vizinha, vi-a hoje a entrar...

(caros invejosos, está confirmadíssimo, vi-a ontem a sair...)

segunda-feira, maio 09, 2005

Lugar comum

Uma cama desperta às três da manhã. Uma manhã de segunda-feira que não tarda será anunciada pelo chilrear irritante da passarada. Um edredão em segunda mão, uma capa ruça do IKEA; que revoltam com ansiedades pequeninas e angústias insensatas.

No limite destas palavras não se encontra descanso possível.

Haverá lugar mais comum do que uma noite destas? Ou talvez algum outro lugar em que preferisse estar agora?

Quando se fazem as perguntas erradas, é óbvio que não aparecem respostas.

sábado, maio 07, 2005

Uma ressaca do outro lado do mundo

Nova Zelândia

sexta-feira, maio 06, 2005

Furadeira de Fogo

Hoje fui evacuado. Não fui só eu, foi toda a ala do edifício em que trabalho. Numa altura em que só pensava no indispensável primeiro café da manhã, aparece-me uma senhora com uma braçadeira amarela, que me explicou de forma pouco simpática que tinha de abandonar o prédio. Estavam a fazer um exercício de incêndio.

O chamado Fire Drill ou, em português, Furadeira de Fogo. Eu que tinha acabado de chegar tive de me juntar a uma procissão de gente dormente, guiada por sorridentes empunhadores de estandartes, cada um a simbolizar um andar do prédio. É importante estar preparado para um incêndio, não neguemos isso, mas toda a experiência foi uma grande patetice.

Primeiro, se houvesse um fogo eu não tinha passado pela segurança para, passado um minuto, ser forçado a sair. Segundo, ninguém – em caso de um verdadeiro incêndio – se moveria a uma velocidade absolutamente cordeira, fumando cigarros e tentando perceber se afinal há ou não gajas boas no prédio. Depois, se querem levar a sério o propósito do exercício devem tornar a experiência o mais real possível. Achei que seria interessante haver alguém que borrifasse – aleatoriamente – os funcionários com pequenos esguichos de gasolina, e ateasse fogo. Os danos não seriam sérios, e teríamos pessoas histéricas que correriam de um lado para o outro sem saber bem o que fazer. Com sorte poderia acontecer que se rebolassem no chão: uma pequena alegria numa manhã chuvosa.

Outra coisa, tem de haver uma menina de oito anos presa em algum lado. Não consta que trabalhem aqui meninas de oito anos, mas deve haver agências que aluguem, e assim mantinha-se sempre uma (just in case) numa pequena despensa do quarto andar. Tem de haver meninas de oito anos presas em despensas num caso de incêndio, se não corremos o risco de no meio de uma evacuação a sério ninguém gritar: “Oh meu deus! Há uma menina de oito anos presa numa despensa do quarto andar!”. E que raio de incêndio seria esse?


«Shit, it's the wrong closet!»

Só eu sei por que queria ter estado em casa

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quinta-feira, maio 05, 2005

Again

Espero que a previsibilidade não se esteja a transformar em inevitabilidade.

Achtung, PSV vs. Milan!


Pouco antes do início da partida metade dos jogadores do PSV percebeu ter-se esquecido de tirar o pijama.


Stam e VoH iniciaram o jogo com um belo pastiche da bonita cena dos revolucionários barricados do musical Les Misérables.


Minutos mais tarde um jogador italiano descobria da pior maneira o significado da expressão "Comboio de Eindhoven".


Um jogador do PSV tentou gasear as celebrações dos milaneses.


A defesa do Milão usa a sua temível estratégia de intimidação dos adversários: Dida imita os Malucos do Riso e Cafu demonstra o seu domínio das danças bávaras.
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